Capitão

Como se eu fosse o capitão do meu próprio navio,
E pudesse controlar as emoções, como se fizesse de meu coração o leme que me guia;
Meus piores e nebulosos receios, decepções que mais parecem tempestade,
Talvez sejam o motivo pelo qual a confusão em minha mente se torna a âncora que me afunda;

Me tornei um náufrago nas densas águas de minha própria concepção, e tudo que sei fazer é afundar...
E enquanto afundo, tudo que ficou pela superfície parece subir, tão alto quanto as estrelas,
Se eu tivesse ao menos uma garrafa e um papel, lhe deixaria um bilhete,
Pois sei que me olhas, aí do alto em conforto e segurança, inatingível, inalcansável.

Tento bater os braços, sem sucesso, tento chegar a ti, e não consigo,
E quando penso que vejo o Sol, descubro que és apenas a luz turva de teu brilho...
Percebo que me ofuscastes;

Se és estrela, apenas brilhe, e não deixe que minha obscuridão te apague,
Talvez até possam me salvar, talvez já tenha chegado ao fundo, ao fim,
Só espero que eu esteja sozinho neste navio, e ninguém mais afunde como eu;
Apenas brilhe querida, mesmo que a luz ameace se apagar.

5 comentários:

Marília Veloso disse...

BOH... perfeito!!!

Anônimo disse...

Palavras tão profundas quanto as aguas dessa mente!
e que elevam o meu respeito tão mais alto quanto as estrelas desse seu céu!

belas palavras!

Poison disse...

uii ameii esse blog
meu blog naum eh so d filmes naum,
mas eu ainda naum assisti crepusculo
buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
naum deu pra mim ir



bjus

Anônimo disse...

Deve ter sorte, esta que você se refere como "estrela".
Você deve gostar muito dela, de verdade
Espero que ela sinta o mesmo por ti;

Joice Inácio. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.